Eu bem queria que o Outuno chegasse a estas paragens mas está quieto, ele vem devagar devagarinho parado :)
se existe a dança do outono (equivalente à dança de chuva) eu não a sei, por isso chamo o outono com as cores que acho que assentam na época que nem uma luva.
novamente a tentar vestir o armário e a calçar os saltos mais altos que devo ter na minha "despensa caminhável" hey não sou fina, não tenho um walk in closet mas a minha despensa é só para sapatos :) e não são poucos
juntamente com a mana e cunhado, Sintra e o seu nevoeiro místico, as suas ruas estreitas e o café russo-alternativo para um café/cigarro antes de uma boa sessão de MAZGANI e DEAD COMBO
é quase doloroso ter de cantar sentado com tanto potencial naquele corpinho, nem que seja para dançar no seu sapatinho à gangster
ADORO, tem cá uma voz.....quando grita, jesus!
adoro.....faço filmes e filmes na minha cabeça ao som das suas músicas e as novas, mal posso esperar que saiam do forno
e Dead Combo, primeira vez que vi e adorei
mas preciso de estar no estado de espírito para amar, curiosamente estou mais hoje que ontem
e Fila G, daqui a uns dias, AQUI VAMOS NÓS!
fotos levadas de empréstimo à Lightfactory na sua página do Facebook
o som não me agrada de todo mas há qualquer coisa na letra, ali po meio que me apanhou nem que seja pelo "My persuasion can build a nationEndless power, the love we can devour You'll do anything for me"
esta foto não foi tirada hoje, com muita pena minha
foi tirada no dia 29 de Outubro de 2011 em Roma
no meu aniversário
mas era uma foto que voltava a repetir, no mesmo sítio e no mesmo dia e é com muita pena minha que me divido entre a vontade de rumar para Roma nos meus anos e a vontade de chegar a um quarto de século juntos da familia e amigos.
mas o ser humano é assim, uma dualidade de sentimentos neh?
Quem esteve no 12 de Março, no Porto, não esquece aquele momento. Susana Silva cantou a "Desfolhada" e transformou-se num ícone da manifestação
Soavam as 15 horas e a Praça da Batalha, no Porto, ganhava forma. Tentava-se contar: dois mil, três mil, cinco mil? De repente a praça cheia, de repente milhares, a impossibilidade de adivinhar um número. Cartazes erguidos, vozes revoltadas, discursos mais ou menos ensaiados.
Dia 12 de Março. Susana Silva, 26 anos, estava lá, naquela praça sem chão visível, bem junto ao palanque erguido para que as vozes se ouvissem. Não gostou dos discursos queixosos e sem soluções, queria dizer algo motivante. Pôs-se na fila e tentou desenhar um texto com todas as ideias que tinha. Não lhe saía nada.
“Não tenho jeito para as palavras. Tenho para cantar, mas não para fazer um discurso”, recorda a jovem de Paços de Ferreira, que fomos encontrar em Santa Catarina, a parar gente nas ruas.
A música como arma
Foi o que fez naquela tarde de 12 de Março. De fones nos ouvidos – onde soava o instrumental de a “Desfolhada Portuguesa” –, começou a cantar. E a multidão oscilou: entre um silêncio profundo e um eco sentido, assobios, palmas, entusiasmo. Do nada, a praça arrepiada.
O tema de Simone de Oliveira foi o discurso de Susana Silva - “É uma música de força, que vai buscar lá dentro aquilo que estava perdido”. Um hino cantado por alguém que também estava à rasca, de quem continua à rasca sete meses depois, de quem vai voltar a emigrar no fim do ano.
“Quem está no alto, pensa que somos estúpidos, que nos dão as coisas más e que nós estamos aqui para comer as coisas más, que nos dão mentiras e que nós temos de aceitar”. É a crítica de quem se revolta com o topo da pirâmide e não compreende quem, estando para baixo, não queira fazer melhor: “Há demasiada gente acomodada”, lamenta.
O palco das ruas
Susana participou no programa televisivo Ídolos e chegou aos dez finalistas. Depois os problemas: as pessoas não a recebiam bem. Emigrou para Londres. Tocou nas ruas, mas roubaram-lhe a guitarra. Não desistiu: um dia um artista de rua ofereceu-lhe uma: “Não me conhecia, chegou ao pé de mim e deu-me uma guitarra com duas cordas”. “Disse-me para me desenrascar e eu consegui”.
No dia 1 de Janeiro mudou o palco para as ruas do Porto. Arrendou um quarto “baratíssimo”, porque não a deixavam levar a guitarra no autocarro que vinha de Paços de Ferreira, a cidade dos pais.
Está a viver da música. O sonho dela é viver para sempre da música. E no entanto a certeza: “Aqui nunca conseguirei”. No final do ano vai casar-se e mudar-se para Inglaterra. Antes participará na manifestação de 15 de Outubro. E sempre que puder, quer o cheiro do Porto: “É a única cidade que me enche, mas não tem lugar para mim”.