Quando há alguns meses disse:
"eu consigo ficar depremida, nem consigo compreender a depressão"
(não querendo menosprezar a condição dos outros)
Falava disto, de me sentir bem e feliz com o que tenho independentemente dos dias menos bonitos (como o de hoje!) em que o sol decidiu não iluminar o meu mundo.
Não é parecer feliz, não é falsear um sorriso só para que alguém evite de nos fazer a mesma pergunta um milhão de vezes:
"tá tudo bem contigo?!"
(sei que demonstra preocupação mas quando a oiço levanta-se os cabelinhos do pescoço)
Deve ser o meu lado mais orgulhoso de detesta demonstrar fraqueza, por isso, além de um sorriso diário e constante animação em formato "I'm just thrilled to be alive", eu simplesmente não gosto de admitir quando não tou nos meus dias.
Talvez seja por isso que tou a escrever sobre isto hoje, porque dormi mal, porque tou fodida, porque detesto de errar e pior, detesto admitir que errei.
Isso também contribui para a magnitude do tal sorriso diário que faz parte de mim, sem ensaios sem falsidades, porque aqui o que levas é o que eu tenho para dar na realidade.
e chegar ao fim do que escrevi e reparar que não digo coisa com coisa
São estas as limitações de alguém que escreve exactamente o que o cérebro vai ditando cá para fora, sem pontuação, sem sentido e de compreensão duvidosa.
Vou-me calar, enviar uns mails e ficar a ouvir as gaivotas que hoje decidiram que o Tejo não é a praia delas.