Estou a preparar uns livros que tenho para troca, para dar....
uns que já li e valem a pena soltar
outra que li e honestmanete não os quero na prateleira por variadas razões
outros que sei nunca ir ler
e uns porque sei que vão interessar a outros que não euzinha
no entanto, não podia deixar ir um deles sem deixar aqui o que sublinhei
"Era uma vez, relata Aristófanes, um tempo em que havia deuses nos
céus e humanos na terra. Mas nós, humanos, não tínhamos o aspecto que
temos hoje. Em vez disso, tínhamos duas cabeças, quatro pernas e quatro
braços cada um – por outras palavras, éramos uma fusão de duas pessoas
juntas, unidas num só ser de forma homogénea. (…) Uma vez que tínhamos o
companheiro perfeito costurado no próprio tecido do nosso ser,
estávamos todos felizes. Assim, todos nós, criaturas de duas cabeças,
oito membros e perfeitamente satisfeitas, movíamo-nos pela Terra mais ou
menos da mesma forma que os planetas viajam pelos céus –
sonhadoramente, ordeiramente, suavemente.
Não nos faltava nada; não tínhamos necessidades impróprias; não
desejavamos ninguém. Não havia briga nem caos. Estávamos completos.
Mas, na nossa completude, tornámo-nos excessivamente orgulhosos. No
nosso orgulho, descurámos a adoração dos deuses. O poderoso Zeus
castigou-nos por essa incúria, cortando ao meio todos os humanos de duas
cabeças, oito membros e perfeitamente satisfeitos, criando assim um
mundo de criaturas infelizes e cruelmente separadas, com uma cabeça,
dois braços e duas pernas.
Nesse momento de amputação em massa, Zeus infligiu à Humanidade a
mais dolorosa das condições humanas: a sensação opressiva e constante de
que não estamos completos. Daí em diante, os humanos nasceriam com a
sensação que lhes faltava uma parte – uma metade perdida, que amamos
quase mais do que a nós próprios – e de que essa parte em falta andava
por aí, algures, às voltas pelo universo, na forma de outra pessoa.
Também nascíamos a acreditar que se procurássemos com persistência
suficiente, poderíamos encontrar um dia essa metade desaparecida, essa
outra alma.
Através da união com o outro, voltaríamos a completar a nossa forma
original, para nunca mais voltar a sentir solidão. Esta é a singular
fantasia da intimidade humana: que um dia, um mais um será, de alguma
forma, igual a um”
(calma, não sublinhei...anotei só!)
"Aristófanes presumia que Zeus tinha dado aos humanos o domo do orgasmo por piedade, especificamente para que nos pudéssemos sentir temporariamente fundidos novamente, e não morrêssemos de depressão ou desespero"
"às vezes, a vida é demasiado difícil para estar sozinho, e às vezes, a vida é demasiado boa para estar sozinho"
"Tal como a maior parte de nós, esta mulher contém multidões"
O Comer Orar e Amar ainda me deu um empurrão para uma viagem a Roma, só e bem acompanhada
mas este nem por isso, por isso, até à vista