Adoro os nomes que se vão dando às gerações...a rasca, a X e agora, a do Copy+Paste.
Não são palavras minhas, estou simplesmente a ler o Metro.
Achei interessante este tema, que garantidamente não é algo da geração de hoje.
O Metro diz Net cria a Geração do 'Copy-paste' e referem como cada vez mais, os alunos limitam-se a pesquisar, embelezar e entregar um trabalho que é, quase na sua totalidade, produto de outra pessoa que o colocou, à disposição do mundo, na Internet.
Já na escola secundária assisti a casos destes. Colegas meus que, como não tinham 4 dedos de testa, chegavam à net e pesquisavam sobre o tema a trabalho e entregavam a primeira coisa que encontravam. A grande maioria dos casos sem os ler na totalidade. Depois tinhamos trabalhos com erros, em Brasileiro e até, iguais aos de outros colegas da turma.
Eu não sou nenhuma santa, desde que tenho acesso à net me tornei numa "powerfull googler" e, como é óbvio, aproveitei-me dessa vantagem para entregar trabalhos bem mais completos e elaborados do que se tivesse de andar por ai a lamber papel. Lamentavelmente e por um sentido enorme de culpa e vergonha de ser apanhada "com as calças na mão" sem saber o que dizer, lia tudo o que arranjava, modificava e tornava a coisa pessoal. Creio que os professores não são nada parvos e conseguem muito bem captar o sentido de escrita de cada um dos seus alunos...ou a falta dele!
Os meus professores sabiam quando o trabalho que eu entregar tinha o meu cunho ou não.
Lembro-me de um dos últimos trabalhos que entreguei no curso, por mais pesquisas que tivesse feito DECIDIDAMENTE não podia ser apanhada desprevenida na apresentação daquele trabalho ou o Dr. Covas dava cabo de mim. Nunca apresentem um trabalho a um professor que é advogado sem terem certeza do que estão a dizer e de preferência, se disserem alguma coisa que se venha a descobrir estar errada....por favor, tenham provas das vossas fontes e não se desculpem com o "não sei". Acho que nisso eu concordo com ele, "não sei" é das coisas que mais odeio ouvir.
Agora pergunto-me....quantos são os putos que, com o fácil acesso a trabalhos completos de mão beijada na Internet, se dará ao trabalho de pesquisar e elaborar algo de raiz? Provavelmente pensam "o tempo que demoro a fazer isso não tou a namorar, ouvir música, no hi5 ou a fumar uns charros co pessoal ali na rua"....
Ao longo do dia vou actualizando a minha cabeçinha com as noticias que, muito gentilmente, me vão aparecendo no facebook, email ou no Google Desktop.
Hoje deixo-vos com esta que me cativou por isto:
Susana Lapa e Pedro Santos parecem estar em sintonia. Assim que vêem um degrau vazio, apressam-se a sentar. Primeira pergunta: "Casados?". "Não." "Amigos, então?" "Não, companheiros de degrau", responde Pedro.
Acho bem que procurem porque eu gosto de ler.
E com esta noticia, tive a oportunidade de ficar a conhecer mais umas coisas não constavam da minha cultura (se é que podemos lhe chamar cultura!).
Durante muito tempo segui o blogue da Sissi....há mts anos atrás.
Antes de ser livro, antes das rubricas giras....eu acompanha os desvaneios da Sissi em Cenas de Gaja
Agora dou lá uma saltada de vez em quando.
Quanto a livros...
não tenho autores portugueses na estante.
Lá uns em ingles, outros traduzidos, alguns emprestados...
mas nunca li os clássicos :)
Estes são aqueles livros que deviam trazer um autocolante na capa a dizer "Atenção: este livro pode fazê-la corar!"
Assim como faço todos os dias ao entrar no prédio, peguei no Jornal Metro para dar uma vista de olhos nas horas mortas (que são quase todas!).
E assim como aconteceu no outro dia em que fiz um post sobre as amizades coloridas, também hoje os meus olhos bateram naquela noticia que me faz estar a escrever agora.
Falamos de procurar o amor, procurar companhia (não tou a falar de sexo fácil) no grande mundo que é a Internet. Arriscado, perigoso mas tentador e interessante.
Todos nós sabemos dos milhões de possibilidades de conhecer gente nova online, eles estão em todo o lado e por vezes nem precisamos de procurar.
Mas não é sobre a procura de amor online que quero falar. Pelo menos não sobre os conhecimentos casuais no facebook ou até da procura num site qualquer de solteiros.
FALO....de uma procura bem mais criativa, bem mais interessante.
"Todos os dias passamos por alguém que nos sorri. E se parássemos sempre que isso acontece?"
Quem é que nunca teve um episódio destes?
Pergunto-me, quantas vezes não ias muito bem sentado/a no Metro e tiveste um "momento". Uma troca de olhares ou até um sorriso?
Nunca ficaste a pensar na outra pessoa? Nunca tiveste vontade de dizer olá? Nunca te passou pela cabeça o cliché...."E se..." ??
Escusado será dizer que a mim já. Eu já tive um momento desses (bem...vários!) mas houve um que podemos dizer que foi "à filme".
Há coisa de dois anos estava eu no metro, a caminho do curso, quando no banco da frente se sentou uma pessoa. Tenho por costume evitar contacto visual nos transportes públicos porque anda demasiada gente maluca à solta. Naquele dia senti qualquer coisa, senti que estava a ser observada. Levantei os olhos do livro e lá estava, um moreno de olhos castanhos que me esboçou um sorriso tímido/simpático. Não resisti e respondi na mesma moeda. Envergonhada (sim....eu ainda consigo me envergonhar embora possam achar que não) voltei a meter os olhos no livros e dei comigo a pensar "será que ele ainda está a olhar?". E sim estava, e continuava a sorrir...desta vez um sorriso sacana (mais ao meu género!) e por educação :P eu retribui e assim ficamos por mais duas paragens sem que nenhum (IDIOTA!) dissesse uma palavra.
Imagino as pessoas nos outros bancos "porque é que é que estes parvos estão a sorrir?"
A realidade chamou-nos quando ele se levantou para sair e eu fiquei sem saber o que fazer. "Merda, merda....fico, vou atrás....mas se vou atrás isto passa uma mensagem um pouco maluca. Ir atrás de um gajo que conheci no Metro....mas que raio tou a pensar!"
Fiquei (acho que até hoje me chamo nomes) porque assim que ele saiu à porta ficou a olhar pelo vidro e fez sinal com a mão, do genero "anda!" acompanhado por um mega sorriso.
BAH....e era giro e eu fui parvinha porque nunca mais voltei a vê-lo como é óbvio. A possibilidade de voltar a encontrar alguém assim, que conhecemos ao acaso numa cidade grande como Lisboa (há maiores eu sei!) é quase impossível.
São histórias assim que levam pessoas como Leonor Almeida a procurar a tal pessoa online.
Sabemos que a Internet é um poderoso veiculo de informação, se calhar o melhor que alguma vez existiu. Fisicamente estou aqui mas o que escrevo está a chegar ao mundo inteiro. Viajo pelo mundo sem levantar o cú da minha cadeira.
Passemos à história da moça.
Leonor criou o Desconhecido Procura-se após ter tido um momento como o meu, como o de muito gente.
Enquanto estava sentadinha a desenhar e ouvir música viu o "tal rapaz" que descreve no site com o maior pormenor possível tendo em conta a brevidade do encontro.
Estavam em Évora e ele apanhava um expresso para Coimbra. São quase 300kms que separam as duas cidades e ainda maior, a distância que os separa de se encontrarem novamente.
Decidida a encontra-lo, ela criou o site :) tá giro.
Isto aconteceu em Abril deste ano e até agora nada :S Será que algum dia ela o vai conseguir encontrar?
Existem histórias de sucesso. Será que esta vai ser mais uma?
PS: melhor parte do site da moça?? "SAUDE MENTAL: Recomenda-se!" LINDO!!
Eu vejo as minhas noticias online, há muito tempo que não me dou ao trabalho de comprar jornais ou até de recolher os gratuitos que encontro no caminho casa - trabalho.
Hoje, à entrada do prédio, calhei a olhar para o expositor do Jornal Metro e recolhi um para ler a critica ao filme "Irmões Bloom" que era destaque de capa.
Nem dois segundos depois de ter o jornal em minha posse, os meus olhos batem no título "Sexo casual entre amigos: um prazer que veio para ficar" e dei por mim a rir-me no elevador (e os meus vizinhos do 5º andar a olhar incrédulos para a minha pessoa).
O tal dito artigo é o primeiro que vemos, assim que abrimos o jornal. Graficamente bem acompanhado, refere que cada vez mais os jovens preferem sexo sem compromisso e que "a amizade já não constitui um tabu que impeça a atracção sexual".
Claro que todo este artigo é fundamentado num estudo feito por uma Universidade Americana (JURA!!!) onde se constatou que 60% dos alunos tiveram um amigo colorido :)
Claro que de todo o artigo, tenho a salientar que adoro a caixa com a explicação do "Amigo Colorido", "Friends with Benefits" e "Fuck Buddy".
Num breve comentário ao tema ficam as perguntas pertinentes que surgem sempre quando se fala da existência de mais intimidade entre amigos.
Onde é que fica a amizade nisto tudo?
Será que a amizade não evolui para algo mais após um contacto mais intimo?
Será o sexo a última barreira numa amizade?
Se as partes envolvidas tiverem consciência do que estão a fazer e souberem separar os sentimentos (a amizade de algo mais) secalhar estamos no caminho para uns momentos bem passados.
A questão é saber....então e tomates para isso, tens?!
Eu cá costumo dizer que tenho muito amor para dar :) será que tenho alguém para o receber...eu creio que sim! :P
por falar em muito amor para dar.... o artigo fazia referência ao Poliamor (sim fui googlar embora saiba o que é) e dava como sugestão um site para tirar as dúvidas aos menos....crentes!