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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Iniciativa Banco do Bebe - CTT

http://www.familiaverso.net/app/wp-content/uploads/2010/10/bancodobebe.jpgPassei esta manhã nos CTT e estão a iniciar a Campanha "Achar querido não chega" do Banco do Bebe.
Embora não exista informação disponível, quer no site dos CTT ou do Banco do Bebe, passo a informar que podem ser entregues artigos de bebe ou criança até aos 6 anos.
Várias são as peças ao longo do ano que deixam de servir aos miúdos e se todos entregarem um saco, no final, muitas são as crianças a serem ajudadas.

Basta levar os artigos até uma estação de CTT num saco, não se preocupem com embalagens. Lá vão estar voluntários para embalar o que possam oferecer.

Entretanto, aproveito para divulgar uma acção que me chegou via facebook.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tenho uma lágrima no canto do olho

esta Polo Norte :)
pudesse eu ter uma conta bancária extra para dar dinheiro a toda a gente que precisa.
 
 
" "Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de quimioterapia da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".
Lembro- me das discussões que temos tido acerca da preservação de células estaminais. Banco Público ou empresa privada? Se colocarmos no Banco Publico e aparecer alguém que precise, a nossa filha fica sem as suas células disponíveis. No Privado as células serão sempre guardadas para ela.
E a menina ali ao lado, a precisar de um transplante de medula. Não pode haver egoísmo na humanidade. Nem umbiguismo. Se a nossa filha fosse compatível, não hesitaríamos um segundo, sabemo-lo com o olhar, as palavras não são precisas.
E, finalmente, respondo "Sim, tenho uma (m)Ana na barriga!". Porque todos os bebés deveriam ser irmãos da menina.
A minha sê-lo-á."

Mais informações de como ajudar em: http://quadripolaridades2.blogspot.pt/2012/07/tens-um-mano-na-barriga.html.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

:) put a smile upon your face

Blind Swans

By Nacho Doce
The sensations of those who can’t see or hear you.
When I learned of the dance school I knew it was for the visually deficient. But when I arrived I found myself with many who also couldn’t hear or speak.

It was one of the most difficult assignments I’ve ever had. I had to learn quickly the steps of their rehearsals so as not to get in the way of their dancing. They surprised me with steps and jumps in which I feared tripping and injuring them. One of the instructors was also nervous with my position, and although I soon understood their movements I knew they could change at any time. That could have been tragic for them.

What most impressed me was seeing how a deaf-mute dancer helped a blind one, and vice versa. They helped each other by holding hands to learn classic ballet together, with extraordinary simplicity and beauty. Simplicity describes the way they behaved together, and their young age made an even deeper impact on me.

One blind woman, Geyza, who was also one of the teachers, seemed to have the greatest sense of balance. My question was whether or not her better balance came from the fact that she could see until the age of nine, when she became blind.

When I went to their public performance of Don Quixote, I noticed one dancer, Marina, very quiet with her head down. I asked her what was wrong, and she said, “I’m just very nervous.” I then realized that nerves were affecting all of them, dancers, mothers and fathers, brothers and sisters.

Their performance and the audience’s reaction were so moving that at one point I realized I had stopped taking pictures to applaud, and watch their smiles in the darkness.

They certainly fulfilled their first dream, to overcome their handicaps and dance classic ballet. I hope they soon achieve their second goal, which is to be invited to dance internationally, against all the laws of science.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011