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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Geração Copy+Paste

Adoro os nomes que se vão dando às gerações...a rasca, a X e agora, a do Copy+Paste.
Não são palavras minhas, estou simplesmente a ler o Metro.


Achei interessante este tema, que garantidamente não é algo da geração de hoje.
O Metro diz Net cria a Geração do 'Copy-paste' e referem como cada vez mais, os alunos limitam-se a pesquisar, embelezar e entregar um trabalho que é, quase na sua totalidade, produto de outra pessoa que o colocou, à disposição do mundo, na Internet.

Já na escola secundária assisti a casos destes. Colegas meus que, como não tinham 4 dedos de testa, chegavam à net e pesquisavam sobre o tema a trabalho e entregavam a primeira coisa que encontravam. A grande maioria dos casos sem os ler na totalidade. Depois tinhamos trabalhos com erros, em Brasileiro e até, iguais aos de outros colegas da turma.
Eu não sou nenhuma santa, desde que tenho acesso à net me tornei numa "powerfull googler" e, como é óbvio, aproveitei-me dessa vantagem para entregar trabalhos bem mais completos e elaborados do que se tivesse de andar por ai a lamber papel. Lamentavelmente e por um sentido enorme de culpa e vergonha de ser apanhada "com as calças na mão" sem saber o que dizer, lia tudo o que arranjava, modificava e tornava a coisa pessoal. Creio que os professores não são nada parvos e conseguem muito bem captar o sentido de escrita de cada um dos seus alunos...ou a falta dele!

Os meus professores sabiam quando o trabalho que eu entregar tinha o meu cunho ou não.
Lembro-me de um dos últimos trabalhos que entreguei no curso, por mais pesquisas que tivesse feito DECIDIDAMENTE não podia ser apanhada desprevenida na apresentação daquele trabalho ou o Dr. Covas dava cabo de mim. Nunca apresentem um trabalho a um professor que é advogado sem terem certeza do que estão a dizer e de preferência, se disserem alguma coisa que se venha a descobrir estar errada....por favor, tenham provas das vossas fontes e não se desculpem com o "não sei". Acho que nisso eu concordo com ele, "não sei" é das coisas que mais odeio ouvir.

Agora pergunto-me....quantos são os putos que, com o fácil acesso a trabalhos completos de mão beijada na Internet, se dará ao trabalho de pesquisar e elaborar algo de raiz? Provavelmente pensam "o tempo que demoro a fazer isso não tou a namorar, ouvir música, no hi5 ou a fumar uns charros co pessoal ali na rua"....

Prioridades senhores, prioridades!!