Mostrar mensagens com a etiqueta escrita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escrita. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 18 de junho de 2010
So long, farewell, Auf wiedersehen, adieu, goodbye
Embora nunca tenha tido a cabeçinha para ler uma obra de Saramago, sei que hoje perdemos um grande escritor (segundo a opinião pública) e um velho muito mas muito castiço (segundo a opinião da que escreve este blog!)
Achei que devia prestar a minha devida homenagem a alguém que levou tão longe o nome de Portugal sem ser ao som de uma vuvuzela....portanto....Com um pé em Portugal e outro em Espanha, espero que descanse em paz!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Em mãos que não as minhas Part 1
Andava aqui à luta comigo mesma para tentar descobrir nos muitos emails enviados um pequeno texto que escrevi para um passatempo na altura do Natal.
Já estava a ficar chateada porque pensava que o tinha perdido de vez mas afinal encontrei e hoje, FINALMENTE, vou publicar o que me valeu o 3º prémio no Passatempo de Natal do Blog Sombra dos Livros (passatempo do twilight xiuuu... :$)
Cenas do próximo episódio ficam para amanhã :D
(título inventado à ultima da hora quando ia publicar este post!)
Já estava a ficar chateada porque pensava que o tinha perdido de vez mas afinal encontrei e hoje, FINALMENTE, vou publicar o que me valeu o 3º prémio no Passatempo de Natal do Blog Sombra dos Livros (passatempo do twilight xiuuu... :$)
Estava uma daquelas manhãs em que o corpo parece lutar contra nós para não sair da cama mas eu já estava encolhida dentro do cachecol como uma tartaruga, sentada num qualquer banco daquela enorme estação de comboios.
Como boa filha que sou, prometi que este fim de semana ia ser passado na terra dos meus avós, onde metade da família já me esperava. Infelizmente, o meu carro decidiu não colaborar comigo e encontra-se de férias à porta de casa. É esta a razão porque tenho 6horas de viagem pela frente mas nada que não possa ser resolvido com um bom livro e o amigo do peito, o mp3.
A vantagem de chegar cedo está na possibilidade de escolher o lugar onde nos queremos sentar, e eu assim fiz, ocupei aquele que seria o meu lugar pelas próximas horas, mesmo junto à janela para ver a paisagem fugir ao longo do caminho.
Ainda não me tinha ambientado ao clima harmonioso da carruagem quando surge aquela que seria a minha companhia para as próximas horas, silenciosamente ocupando o lugar à minha frente (porque toda a gente gosta de ir à janela!).
Conheço muitas pessoas que têm por costume iniciar conversa com estranhos nos percursos longos porque dizem que ajuda a passar o tempo, mas também tenho plena certeza que muitas das vezes apenas tornam com que o tempo da outra pessoa se torne ainda maior. Nem toda a gente está predisposta para a conversa de chácha. Saber para onde o outro vai, o que faz ou quais são os seus planos para o Natal este ano é giro durante uma meia hora mas, quando se tem 6horas de viagem pela frente e desejamos paz, nem sempre encaramos com boa disposição o tagarela solitário que nos “ataca” do banco da frente.
Desta vez prometi a mim mesma que iria ficar calada, remetida à leitura de mais um livro da saga do costume e aos meus não sei quantos gigas de música que, com toda a certeza seriam mais que necessários para me entreter durante a eternidade que a viagem ia demorar.
Mas ao fim de algumas páginas, distrai-me a olhar para a janela enquanto a música me embalava para uma recordação passada que, por vezes, seria melhor apagar com uma borracha mas como diz a minha avó: “a vida escreve-se a caneta” e não podemos apagar o que já está escrito. Claro que antigamente fazia mais sentido, na altura dela não haviam correctores.
Antes que sentimentos parvos me inundassem o cérebro e a viagem ficasse no fosso, voltei a meter os olhos no livro e foi aí que reparei num detalhe que me fez fixar a mão da minha companhia de viagem, como um cão que olha para o osso. Eu não tinha intenções de lhe comer nenhum bocado mas fiquei perplexa com o anel que ele usava no dedo “da aliança”. Admito, nunca fui boa com os nomes dos dedos e ainda hoje, só trato por tu o polegar e o indicador, todos os outros têm alcunhas como o “piqueno” ou o “da aliança”.
Naquele momento o meu cérebro parou todos os pensamentos correntes e canalizou toda a sua potência (o equivalente a um computador daqueles antigos que demoram 10 minutos a arrancar) para tentar recordar de onde é que eu conhecia aquele anel. Claro que não era aquele específico anel no dedo da rapariga, mas o modelo que me era extremamente familiar e que, não sei como, despertou em mim um sentimento esquisito que nunca é bonito de se ter....a inveja.
Deito por terra os pensamentos de quem acha que falo de uma jóia com diamantes, não era nada mais que um anel de prata que custa uns 20euros mas que é quase tão dificil de encontrar como os números certos do Euro-Milhões. Ainda mais raro, é receber um tendo em conta os dias de hoje.
Eu consigo magicar grandes filmes na minha cabeça devido a pequenos detalhes, o que me faz crer ainda hoje, que me enganei na profissão mas não divaguemos e vamo-nos focar na jóia, na mão e na pessoa que o traz.
Quem é ela?....
Cenas do próximo episódio ficam para amanhã :D
(título inventado à ultima da hora quando ia publicar este post!)
Subscrever:
Mensagens (Atom)

