quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Grande Gatsby


Quem é que vai a duas sessões de cinema no mesmo dia? Eu, primeiro O Grande Gatsby e depois, a antestreia de Star Trek  - Além da Escuridão.
Gosto quando acabo de ler um livro e depois me enfio numa sala de cinema a ver a sua adaptação. Por vezes, é um grande erro sendo eu originalmente uma miúda de filmes, sinto-me invadida por pensamentos de “isto não é assim” ou “raios, isto ainda fica melhor em filme”, e acabo, de certo modo, por não apreciar tanto as cenas como aconteceria se fosse completamente ignorante quando ao final da história.
Quando ao Leonardo, oh old sport…alguém dê um Oscar ao Leo, please! Brilhante, este homem é BRILHANTE! O Tobey Maguire como Nick Carraway não me convenceu, pelo menos até meio do filme. Sempre que olhava para ele, lembrava-me disto, demasiadas horas passadas na net.
Tenho lido críticas ao filme, em que ponto este não é fiel ao livro? Tirando dois ou três detalhes, o filme de glamour da década ao oferecer-nos um festim aos sentidos com as esplendorosas festas na mansão Gatsby e a decadência nos costumes das pessoas dos mais altos extratos sociais, como sempre acontece.

Confesso que tenho de ver as outras adaptações, talvez com menos glamour e mais enfase na história. Sempre gostei dos filmes deste realizador pelo show-off, pelo tema central e pelo seu moto “a life lived in fear is a life half lived”. Sou suspeita ao falar de Baz Lurhmann, o homem convenceu-me era eu uma miúda e tinha tropeçado no Strictly Ballroom numa noite de insónias a ver o Canal Hollywood (talvez já estivesse “hooked” desde o Romeu e Julieta, que vi primeiro, mas ainda não o sabia). 


Lá no fundo sou uma romântica incurável mas não fiquei 100% convencida com O Grande Gatsby, talvez sejam as expectativas que por vezes são demasiado altas, talvez seja a banda sonora (parte muito importante nos filmes de Baz e um dos principais motivos da minha paixão por eles) que desta vez não me arrebatou, talvez seja a voz da Fergie que simplesmente me irrita ao cantar “a little party never hurt nobody” ou o facto de sentir que a minha música preferida de Amy Winehouse foi assassinada na voz da Beyonce (perdão, a parte do áudio está brutal mas não consigo ouvir a cadência do Andre e Beyonce, é mais isso) MAS isso são coisas minhas, pequenos detalhes que passam ao lado de outras pessoas, pessoas que se tiverem lido o livro tanto podem amar como odiar o filme, quem não leu, vai em branco e sai de lá com todas as cores do arco-iris e talvez uma lágrima no canto do olho, especialmente quem ainda acreditar no amor desta magnitude e simpatizar com a personagem principal.


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