quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Rua Augusta

esta imagem, roubada aqui, vende bem a Rua Augusta
há quem lá passa todos os dias, há quem a visite sempre que vai à baixa, há gente que passa e nunca viu nada do que a Rua tem para dar, 
muita gente não gosta, muita gente não percebe a razão porque eu gosto, bem na realidade muita gente não percebe a razão porque eu amo Lisboa.
Porque amo a calçada, as travessas, as ruas apertadas, escuros e até sujas. Não percebe que não existem cidades perfeitas, cada uma é igual a si mesma, com as suas especificidades, exactamente como uma pessoa, é um individuo único e por muito semelhante que possa ser a outra, nunca é igual.
Lisboa é assim, única.
A Rua Augusta, seja apinhada de gente, vazia pela madrugada ou reluzente nas primeiras horas da alvorada  é linda, é mágica e faz-me sorrir.
Quem não me compreende, não sabe igualmente uma das coisas que sempre que percorro esta rua tenho vontade de fazer. Apetece-me tirar os sapatos e palmilhar a calçada da Rua Augusta descalça, a sentir o fresco da pedra nos pés a inundar-me o corpo e a fazer-me sorrir.
Se já o fiz? Pois claro, caso contrário não sabia confirmar a reacção que o meu ser tem a tal coisa. Já o fiz de noite e de dia, sozinha e acompanhada, de olhos abertos e fechados, ébria e sóbria, feliz e triste.

Eu amo Lisboa e a Rua Augusta também.

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