sexta-feira, 8 de junho de 2012

Beber, Jogar, F*der de Andrew Gottlieb


Sinopse:
O que é que um homem pode fazer quando oito anos de um casamento sólido e feliz culminam num divórcio amargo e litigioso? Como é que um homem assim pode redescobrir a sua virilidade, depois de anos de serões culturais, workshops de culinária e tardes de fim-de-semana passados às compras com a mulher? Só há uma solução: Beber, jogar e… bom, divertir-se o mais possível. Bob Sullivan era um marido fiel e dedicado até ter sido bruscamente abandonado pela mulher. Farto de ser o bom da fita, Bob decide gastar o dinheiro que lhe sobra (entre as contas do advogado e a pensão de alimentos) a viajar pelo mundo, a divertir-se e a dar cabo de alguns neurónios. Deixa a sua casa em Nova Iorque para ir beber até cair para o lado, na Irlanda, jogar dia e noite nos melhores (e piores!) casinos, em Las Vegas, e deliciar-se com os prazeres (não culinários) da carne na Tailândia. Depois de uma vida inteira a ser responsável, seguro e previsível, Bob decide entregar-se às suas fantasias mais loucas. Afinal, qual de nós nunca sonhou entrar num concurso de atirar facas à porta de um pub em Dublin? E o que poderá ser mais excitante do que ganhar uma fortuna num jogo de cartas para a perder logo a seguir com uma aposta completamente descabida num jogo de futebol? E quem sabe que prazeres se poderão desvendar numa cabana tropical nas profundezas de uma floresta tailandesa? Beber, Jogar, F*der é uma narrativa surpreendente, cheia de humor e deveras inspiradora, que revela como as mais profundas transformações espirituais também podem advir de comportamentos menos espirituais!

A minha opinião:
Mediocre foi a minha primeira análise do livro ainda não estava a meio. Confesso que tive de parar e pensar que este não é o "comer, orar e amar", não é um livro (supostamente) para ser levado a sério, no entanto, é sobre um assunto tão real que prometi a mim mesma que o ia ler todo e tirar uma conclusão decente na história. Consegui, coloquei de parte a ideia inicial de que este livro era uma versão masculina do outro que tantas copias vendeu e decidi aprecia-lo como uma decisão que qualquer um de nós poderia fazer, embora nem toda a gente se interesse com tanto afinco por bebida, jogo e sexo. Via-me bem a fazer uma viagem assim, oh se via, digo se a minha vida se apresentasse nas mesmas condições que a dele.
Talvez esteja tão habituada a ler livros do ponto de vista feminino que me esqueço como os homens conseguem ser concisos nos seus pensamentos e embora estejam a falar do mesmo assunto durante páginas conseguem lá meter mais conteúdo do que nós mulheres, que divagamos sobre um assunto e temos vezes que nunca chegamos a lado nenhum.

"Beber, Jogar e F*der" (confesso que adorei andar com o livro pelos transportes públicos a chocar pessoas), é o resultado da aventura e da libertação de um homem, que após anos de escravidão a uma relação que parecia perfeita e de total omissão dos seus gostos e vontades a favor das da companheira, se vê deixado pela mesma mulher, que afinal achava que ele era o problema.

Uma viagem pelos bares da Irlanda, pelos Casinos de Las Vegas e pelos dias e noites de sexo na Tailândia. Para uma mulher, este é apenas mais um livro engraçado, para um homem talvez seja uma bíblia. Com certeza uma prenda ideal para os amigos solteiros, casados ou divorciados, mas acima de tudo, para amigos com sentido de humor, não vá algum maluco levar o livro a sério e embarcar numa viagem destas.

Não posso colocar uma frase preferida por isso:
“Este livro nunca foi escolha da Oprah!” 
a prova esta logo na capa

e eu continuo a achar que faria tudo, do "comer, orar e amar" e o do "beber, jogar e f*der", num único país....na Itália, embora jogar e orar sejam coisas que eu não faço, mas ok.

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