quarta-feira, 2 de maio de 2012

Adeus Querido Livro

Estou a preparar uns livros que tenho para troca, para dar....
uns que já li e valem a pena soltar 
outra que li e honestmanete não os quero na prateleira por variadas razões
outros que sei nunca ir ler
e uns porque sei que vão interessar a outros que não euzinha

no entanto, não podia deixar ir um deles sem deixar aqui o que sublinhei

"Era uma vez, relata Aristófanes, um tempo em que havia deuses nos céus e humanos na terra. Mas nós, humanos, não tínhamos o aspecto que temos hoje. Em vez disso, tínhamos duas cabeças, quatro pernas e quatro braços cada um – por outras palavras, éramos uma fusão de duas pessoas juntas, unidas num só ser de forma homogénea. (…) Uma vez que tínhamos o companheiro perfeito costurado no próprio tecido do nosso ser, estávamos todos felizes. Assim, todos nós, criaturas de duas cabeças, oito membros e perfeitamente satisfeitas, movíamo-nos pela Terra mais ou menos da mesma forma que os planetas viajam pelos céus – sonhadoramente, ordeiramente, suavemente.
Não nos faltava nada; não tínhamos necessidades impróprias; não desejavamos ninguém. Não havia briga nem caos. Estávamos completos.
Mas, na nossa completude, tornámo-nos excessivamente orgulhosos. No nosso orgulho, descurámos a adoração dos deuses. O poderoso Zeus castigou-nos por essa incúria, cortando ao meio todos os humanos de duas cabeças, oito membros e perfeitamente satisfeitos, criando assim um mundo de criaturas infelizes e cruelmente separadas, com uma cabeça, dois braços e duas pernas.

Nesse momento de amputação em massa, Zeus infligiu à Humanidade a mais dolorosa das condições humanas: a sensação opressiva e constante de que não estamos completos. Daí em diante, os humanos nasceriam com a sensação que lhes faltava uma parte – uma metade perdida, que amamos quase mais do que a nós próprios – e de que essa parte em falta andava por aí, algures, às voltas pelo universo,  na forma de outra pessoa. Também nascíamos a acreditar que se procurássemos com persistência suficiente, poderíamos encontrar um dia essa metade desaparecida, essa outra alma.
Através da união com o outro, voltaríamos a completar a nossa forma original, para nunca mais voltar a sentir solidão. Esta é a singular fantasia da intimidade humana: que um dia, um mais um será, de alguma forma, igual a um”
(calma, não sublinhei...anotei só!)
 
"Aristófanes presumia que Zeus tinha dado aos humanos o domo do orgasmo por piedade, especificamente para que nos pudéssemos sentir temporariamente fundidos novamente, e não morrêssemos de depressão ou desespero"

"às vezes, a vida é demasiado difícil para estar sozinho, e às vezes, a vida é demasiado boa para estar sozinho"

"Tal como a maior parte de nós, esta mulher contém multidões"


O Comer Orar e Amar ainda me deu um empurrão para uma viagem a Roma, só e bem acompanhada
mas este nem por isso, por isso, até à vista

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