terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os ingredientes do Romance

Hoje disse a alguém que não mostro/digo mais do que 50% do que penso, do que sou, do que consigo magicar nesta cabeça, dos pensamentos sobre X que tenho enquanto falo com Y e que, mesmo para as pessoas que me são mais próximas, ninguém vai a cima dos 70% de conhecimento geral sobre o bicho raro que sou e da teia que habita cá dentro.

Tenho palha nesta cabeça que me deixava inventar, quase que com uma perna às costa, um desses romances de vão de escada, cheio de curvas e contra curvas, amores e desamores, triângulos e quadrados amorosos, ilusões, traições, escárnio e maldizer.

Acho que vou aproveitar as greves desta semana para meter a escrita em dia. Voltar a encaixar na mala o caderninho preto, aquela auxiliar estiloso à le Moleskine (falso, by the way) que tantas vez abriu as suas páginas em auxilio da minha sanidades e necessidade urgente de mandar cá para fora o que me arranhava cá dentro.

A vida dupla que levo, entro o que digo e o que penso, dava um digno bestseller nem que seja dos que se tem na retrete.

talvez também não seja má ideia pensar em procurar ajuda profissional, e não me refiro a prostitutos masculinos.

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