segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Longe vão os dias de enviar e receber correio

de fechar cartas com beijos carregados de batom
de apertar um envelope para o fechar como quem se deita na cama para puxar o fecho de umas calças um número abaixo
de abrir o correio na esperança de resposta e ter um envelope à nossa espera
de ler o remetente e sorrir
de abrir uma carta e sentir que no seu interior não é só papel mas muito amor e carinho
e às vezes perfume
outras marcas de lágrimas
outras confissões que não dirias em alta voz
sinto saudades dos tempos que fazia questão de relatar a minha vida, os meus pensamentos íntimos numa folha de papel que quando chegava aos destino já ia desactualizada

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